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Polivalência corporativa

No ambiente dos negócios, muito se fala sobre polivalência. A definição, na psicologia, é a qualidade de uma pessoa com capacidades diversas e que pode ter diferentes funções. No passado, o perfil do profissional polivalente era considerado controverso, já que muitos especialistas entendiam que este profissional conhecia um pouco de tudo e não se aprofundava em nada. Por sua vez, as empresas não tinham gestão sobre o paradigma na época, gerando uma rotação desordenada de tarefas e acúmulo ou desvio de funções.

Numa época de transformações tecnológicas e ampliação da concorrência em nível global em um mundo conectado e competitivo, a polivalência do capital humano é uma questão de sobrevivência. Ainda mais para as empresas cujo perfil se tornou o mais desejado no mercado, muito devido à multifuncionalidade, proatividade e capacidade de desenvolver novas competências de acordo com as necessidades do negócio. No mundo atual, polivalentes são colaboradores que enxergam além de sua própria posição e compreendem o negócio em sua totalidade. Eles têm os objetivos da empresa como propósito central.

Do ponto de vista estratégico, a polivalência representa a organização das funções para aumento de flexibilidade e qualidade de serviços, consequentemente aumentando a vantagem competitiva e os níveis de produtividade. A multifuncionalidade é um propulsor de engajamento nas empresas e pode ser adotada em diversos segmentos. Durante minha trajetória profissional, convivi com diversos profissionais que possuíam ou desenvolveram essa habilidade.

A organização pode criar uma atmosfera favorável para a multifuncionalidade, mas os profissionais também devem investir em capacitação, ou seja, ampliação continua de suas competências técnicas e comportamentais. Embora tenha presenciado o engajamento de profissionais em todas as dimensões da polivalência, o exemplo mais marcante foi o que os estudiosos chamam de polivalência profunda. Neste caso, eu acompanhei a trajetória de um profissional bem-sucedido desde o início de sua carreira como estagiário, e que gradativamente acumulou competências até se tornar um executivo completo com carreira consolidada na área de Vendas e competências complementares nas áreas de Finanças, Marketing e Operações. No início, ele ficou incomodado com o fato de se destacar muito em sua área de graduação e não ter convencido seus superiores que o seu perfil polivalente era algo a ser explorado em prol da empresa. A companhia não estava preparada para admitir o papel da polivalência em detrimento de um modelo de gestão baseado na especialização. 

Ele seguiu sua intuição e traçou um caminho de aprimoramento contínuo, investindo em si próprio, para que suas aptidões estivessem alinhadas com as exigências do mercado. Ou seja, multiplicação de suas habilidades por meio do conhecimento e criatividade. Tornou-se não só um líder na organização como também uma referência no processo de implementação da polivalência, que passou a integrar a cultura organizacional da empresa, fazendo com que todos os colaboradores assimilassem as mudanças de forma mais natural. 

O colaborador polivalente consegue pensar fora da caixa e enxergar melhorias para a empresa em que trabalha, porque seu universo de conhecimentos não está restrito apenas à uma função. Isso permite que ele enxergue o processo como um todo.

Lembrem-se que a polivalência é um processo de aprendizado contínuo. Não tenha medo de aprender coisas novas e de assumir novas responsabilidades.

Decida seu futuro!


Ricardo Santos é administrador de empresas com MBA em Gestão, com mais de 20 anos de experiência no segmento de TI/Telecom. Leia a revista

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