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Nova linha de crédito no BNDES apoia PMEs como os pequenos provedores de internet

Com o objetivo de estimular pequenas e médias empresas, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou, recentemente, o Programa BNDES Direto 10, que apoiará investimentos de setores de alta complexidade tecnológica e intensivos em conhecimento. A iniciativa possibilita que pequenos provedores de internet, entre PMEs de outros setores, façam financiamentos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. Para suprir dificuldade de constituir garantias reais, empresas (intensivas em ativos intangíveis) poderão utilizar o Fundo Garantidor do Investimento (FGI).

Com foco em setores como a tecnologia da informação e Comunicações (TIC), educação, economia criativa, eficiência energética, equipamentos de saúde, autopeças, bens de capital, defesa e inovação, o principal objetivo do BNDES Direto 10 é simplificar o processo de garantias para financiamentos usando o próprio fundo já existente.

FLEXIBILIZAÇÃO E GARANTIAS

Agora, o BNDES poderá trabalhar com mais flexibilidade de garantias e fazer diretamente as operações necessárias para trabalhar com pedidos de valores menores do que ele comumente trabalha. 

Antigamente, o BNDES repassava os recursos para que outras instituições financeiras, públicas e privadas, operassem suas linhas de empréstimos. Nesse processo, a responsabilidade pelo dinheiro deixava de ser do BNDES e se tornava das instituições, que com medo de sofrerem prejuízos, exigiam altas garantias.

“Esse programa chega em um ótimo momento. O setor estava começando a mostrar sinais de cansaço e irritação com o sistema de financiamento existente, que não aceita a construção de redes de telecomunicações como garantia e pede que os provedores deixem como garantia seus bens pessoais, como casas e carros. Com o Programa BNDES Direto 10 possibilitando o pequeno provedor de fazer financiamentos, veremos, além da expansão da banda larga, uma grande melhoria na qualidade das redes que serão construídas no país”, afirma Erich Rodrigues, conselheiro da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações).

EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS MESES

Em 2018, Basílio Perez, na época presidente da ABRINT, estimou que o investimento anual do segmento, com o lançamento de uma linha de financiamento para os provedores, seria de aproximadamente R$3 bilhões anuais. “Não temos uma contabilidade direta do setor, fazemos uma suposição pelo número de clientes ativados no ano. A estimativa feita pela ABRINT, divulgada pelo Basílio, ainda é válida, porém a expectativa é de que esse número seja no mínimo 30% maior no segundo semestre, porque o gargalo estava justamente no investimento represado por falta de crédito”, finaliza.

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