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Resiliência

No ambiente dos negócios, muito se fala na capacidade de resiliência. Tema recorrente nos últimos anos. A definição na psicologia é a “capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a eventuais mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas”.
Embora não se discuta a relevância da resiliência, o uso da expressão tornou-se um modismo por parte dos profissionais em busca de autopromoção.

Infelizmente, muitos profissionais entenderam seu significado erroneamente de forma que a tal resiliência é um estado de passividade, já que muitos estudiosos a definem como a capacidade de suportar pressão.

Na verdade, o profissional resiliente não só suporta pressão, mas, também, antecipa crises prevendo possíveis adversidades, mantendo suas competências e habilidades independentemente do cenário adverso.

Nós podemos encontrar diversos exemplos de situações que demandem resiliência no mundo corporativo, desde a pressão sobre os resultados que tanto assombram a área de vendas ou até mesmo acuracidade de prazos com relação ao cronograma de um projeto que pressionam uma área interna como TI e Operações como também um prestador de serviços com contrato de SLA (service level agreement).

Entretanto, o exemplo de resiliência mais presente na minha trajetória corporativa foi adotar a empatia, arte de colocar-se no lugar do outro. Vender o que realmente o cliente precisa.
Não se trata de moralismo, mas, sim, em apostar no longo prazo sustentado por uma relação ganha-ganha.

Em algumas oportunidades, meu time perdeu determinado projeto por não ceder à pressão interna ou do próprio cliente no que se refere a declinar um projeto desde que nós estivéssemos cientes de que os prazos não seriam atendidos ou a solução solicitada fosse incompatível com a necessidade do cliente.

Embora tal decisão tivesse gerado muitas críticas no primeiro momento, o cliente foi “recuperado” no semestre seguinte pela necessidade imediata e emergencial por um plano corretivo já que o fornecedor anterior não investiu tempo devido para um plano de contingência, gerando uma relação de confiança onde nós passamos a ser um “trusted advisor” ao invés de mais um fornecedor.

Sabendo-se que as empresas preferem os resilientes, você deve testar seus limites com o intuito de avaliar seu nível de resiliência, transformando a tensão e o foco da energia em inteligência emocional, outro tema a ser explorado em breve.
Como dica de leitura, eu recomendo o livro “Resiliência”, de Paulo Yazigi Sabbag, com destaque para o capítulo 12, que explora a necessidade de resiliência nas organizações e suas lideranças, visando a maior efetividade com mais rápido investimento.
Cultive sua resiliência para acelerar seu autoconhecimento e a transforme em um diferencial competitivo!

Por Ricardo Santos Leia a revista

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